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Set 06, 2010 - 10:53 AM  
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RJ FIFA - Wagner Tardelli de Azevedo

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Atuou em 3 finais da Série B do Campeonato Brasileiro e em diversos clássicos estaduais pelo Brasil, como Vasco da Gama x Flamengo, Atlético-MG x Cruzeiro e Gre-Nal. Wagner Tardelli conta com exclusividade para o Cartão Vermelho como foi entrar para o quadro da FIFA e seus planos para o futuro.

[Perfil Exclusivo Cartão Vermelho]


Wagner Tardelli de Azevedo (FIFA-RJ)

Carioca, 40 anos (23.06.1964), 1.71 m, 72 kg, Auxiliar de Cartório, casado, pai de 2 filhos e morador do Rio de Janeiro, Tardelli é árbitro de futebol há 16 anos.

Na época que cursava o faculdade de Educação Física, Tardelli fez o curso de arbitragem apenas por achar que seria um bom complemento para sua carreira de professor. "Fiz para complementar o currículo", se lembra. Ele só não esperava que aquele 'complemento' se tornasse tão importante na sua vida. Hoje, Tardelli faz parte do seleto grupo de árbitros da FIFA.


Lembrança do velho bigode...

Sua primeira partida foi logo um clássico, um Fla x Flu da categoria Mirim, em 1987. No ano seguinte já estava apitando a final desta mesma categoria, Fla x Supergol. "Neste jogo o Flamengo foi tri-campeão mirim", comenta.

Quatro anos mais tarde, em 1992, Tardelli comandou sua primeira partida na Série A do Campeonato Carioca. O jogo foi Botafogo x Itaperuna, em São Januário. Já em 1993, Tardelli passou a fazer parte do quadro nacional e no mesmo ano fez sua estréia na Série C do Campeonato Brasileiro, uma partida entre Goiânia e Gi-Paraná. A estréia na Série B veio dois anos mais tarde, em 1995, com o jogo Botafogo de Ribeirão Preto x Payssandu. E finalmente, em 1996, fez seu primeiro jogo na Série A do Brasileirão, quando o Palmeiras do técnico Vanderley Luxemburgo jogou contra o ABC-RN, no Parque Antártica.


Tardelli botando ordem na casa!

A partir daí apitou vários jogos importantes. Em 1998, Tardelli comandou sua primeira final nacional, a decisão da Série B do Campeonato Brasileiro. A partida foi Botafogo-RP 5 x 1 Desportiva, no Santa Cruz (ao mesmo tempo Jorge Fernando Rabello apitava Gama 3 x 0 Londrina, no Bezerrão). No ano seguinte, em 1999, Tardelli foi o juiz de um jogo marcante. Vasco da Gama 2 x 0 Flamengo, válido pela final da Taça Guanabara. "Neste jogo o Edmundo fez até chover. Jogou muito e marcou 2 gols", se recorda daquela tarde chuvosa que o Animal (como é carinhosamente chamado pela torcida vascaína) retornava ao clube depois de longa passagem pelo Palmeiras.


Cartão Vermelho no Atle-Tiba. Brasileirão 2003

Depois de 13 anos como árbitro de futebol, o ano de 2000 lhe trouxe a maior alegria de sua carreira. "Fiquei muito feliz quando entrei pro quadro da FIFA", diz orgulhoso. Mas sua estréia com o novo escudo não foram só sorrisos, uma cena inusitada marcou esse jogo. Foi uma partida do Campeonato Carioca de 2001, Volta Redonda 2 x 1 Fluminense. "Magno Alves (que jogava no Fluminense) num lance rápido se trombou comigo e voou tudo: moeda, apito, cartões e lógico, meu novo escudo", sorri do lance que o deixou muito constrangido na época. "Pronto. Estava batizado!", complementa com bom humor. Já o primeiro jogo entre seleções nacionais comandado por Tardelli foi o último amistoso da seleção brasileira antes da Copa de 2002, Brasil 6 x 0 Islândia.

Como em 1998, apitou outras duas decisões da Série B do Campeonato Brasileiro. Em 2001, Tardelli foi o juiz de Payssandu 4 x 1 Avaí, no Leônidas de Castro (ao mesmo tempo Alfredo dos Santos Loebeling apitava Figueirense 1 x 0 Caxias, no Orlando Scarpelli) e em 2002, Tardelli comandou o primeiro jogo da final, Fortaleza 2 x 0 Criciúma, no Castelão. Complementando a lista, foi o árbitro de vários clássicos cariocas, de um Atlético-MG x Cruzeiro em 2002 pela copa Sul-Minas e, recentemente, do Gre-nal no Campeonato Brasileiro de 2003 - "Com casa cheia", ressalta orgulhoso.


Expulsando no eletrizante Fla-Flu da TG 2004

E dentre todos os seus jogos, Tardelli destaca um como inesquecível. O jogo em questão aconteceu em 2001, Universidad Católica (CHI) 2 x 0 Olímpia (PAR), sua estréia em uma competição sul-americana. "Deu um frio na barriga", sorri.

Quando não está apitando, Tardelli gosta de correr. Fora o treinamento específico, ele corre todo dia 50 minutos. "Essa corrida diária alivia o stress", ensina.

Tardelli ainda tem muitos planos. "Meu objetivo é apitar uma Copa do Mundo", revela. Com apenas 39 anos, ele tem ainda uma chance: a Copa de 2006, na Alemanha, quando estará com 42 anos.

Enquanto a Copa não vem, Tardelli passa uma mensagem aos jovens que sonham em ser árbitros de futebol. "Primeiro você deve se identificar com a arbitragem e depois, você deve se dedicar, muito". Faça dessa receita o seu o sucesso. Boa sorte!



Matéria Relacionada: Dois Toques com Wagner Tardelli

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Por Christian Ducharme.
Entrevista realizada em 2003. Última atualização: Outubro/2004.

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“Tenha força de vontade, trabalhe com honestidade e não se abata com os degraus.”

-- Leonardo Gaciba da Silva

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