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RJ CBF - Jorge Fernando Rabello

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As boas atuações ao longo da carreira de Jorge Fernando Rabello o credenciam como um dos grandes árbitros cariocas de todos os tempos. Nesta matéria, Rabello revela com exclusividade ao Cartão Vermelho fatos marcantes de sua vitoriosa carreira.

[Perfil Exclusivo Cartão Vermelho]

Jorge Fernando Rabello (RJ)
Rabello não quer ouvir as reclamações de Pet

Carioca, 50 anos (11.dez.1958), 1.75 m, 86 kg, Contador, casado, pai de 1 filho e morador do Rio de Janeiro, Rabello foi árbitro de futebol por 23 anos.

Ele começou a apitar por obra do destino. "Na época, meu primo falou que ia fazer o curso e perguntou se eu não queria cursar com ele", lembra. Contudo, Rabello não ficara interessado e o prazo de inscrição acabou se encerrando. Mais tarde, seu primo, que desistira do curso, fez uma nova investida. "Olha, prorrogaram as inscrições". Rabello não desperdiçaria esta nova oportunidade. "Como são as coisas, se não tivessem prorrogado acho que não seria árbitro", imagina.

Sua primeira partida foi em 1981, mas quando perguntado sobre seu primeiro jogo... "Não tenho nem idéia, faz muito tempo", sorri sem saber a resposta.

Onze anos mais tarde, em 1992, Rabello fez sua primeira partida na Série A do Campeonato Carioca, o jogo foi América-RJ x América de Três Rios. Ainda neste ano, entrou no quadro de árbitros da CBF. "Antes não era essa moleza. Comigo, subiram apenas 4 árbitros para o quadro nacional, hoje é uma festa", comenta com bom humor. "Passei muito tempo fazendo prancheta", emenda

Jorge Fernando Rabello (RJ)
Rabello mostra cartão amarelo para Valdir

Rabello não costuma guardar recortes de jornal ou revista que falam dele e também tira poucas fotos. "As fotos que tenho são as que me dão", explica. Ele prefere gravar em vídeo seus jogos e reportagens de TV. "Tenho mais de 63 fitas", comenta.

Em sua carreira, Rabello tem vários jogos importantes. "Apitei 20 clássicos cariocas". O último foi bem recente, Flamengo 2 x 1 Vasco da Gama, pelo Brasileirão de 2003. Também comandou a decisão do Campeonato Potiguar em duas oportunidades. América-RN x ABC, em 2000, na decisão do 1º turno e América-RN x Corinthians-RN, na grande final do mesmo ano. Em 2001, fez o jogo da final do Torneio Rio-São Paulo entre Botafogo e Santos.

Jorge Fernando Rabello (RJ)
Peniche, Rabello e Santiago no Maracanã

Rabello se lembra do ano de 1998 quando se fala em jogo inesquecível. Era um Vasco da Gama x Fluminense com mais de 126.000 pagantes. "Este jogo foi incrível", se recorda. Neste jogo Rabello entrou pra história do Maracanã. "Ganhei uma placa de homenagem. Foi o último público do Maracanã superior a 100.000 pessoas", explica. Outro jogo histórico foi Vasco da Gama 3 x 1 Madureira, em 2002. Nesta partida o jogador Romário tornou-se o segundo maior artilheiro da história do futebol mundial, ao marcar 2 gols na vitória do Vasco, estabelecendo a marca de 833 gols em sua carreira. No final do jogo Rabello foi presenteado com a camisa número 11 do baixinho (imortalizada pelo Vasco da Gama). "Ela está em um quadro na minha sala de troféus e tem uma dedicatória", diz orgulhoso.

Quando não está envolvido com arbitragem, Rabello gosta de ficar em casa com sua família. "Também não dispenso uma piscininha e uma água de côco", dispara sorrindo. Ao se aposentar, Rabello comentou que tinha o sentimento de dever cumprido. Apitou em todos os grandes estádios do Brasil e comandou grandes clássicos. "Sou respeitado nacionalmente", orgulha-se.

Jorge Fernando Rabello (RJ)
Homenagem do SAPERJ ao Aristeu

Fora das quatro linhas, Rabello foi colunista do site Cartão Vermelho em 2003 e 2004, na época que se despedia dos gramados brasileiros. Após pendurar o apito, iniciou sua carreira como dirigente, sendo eleito presidente do Sindicato dos Árbitros do Rio de Janeiro no final de 2005.

Em março de 2007 iniciou uma nova etapa como dirigente, assumindo o comando da Comissão de Arbitragem do Rio de Janeiro, no cargo de presidente. Faz um excelente trabalho. Trouxe várias inovações que refletiram positivamento no quadro de arbitragem. Ranking, avaliações freqüentes (tanto teóricas como físicas), simulação prática em campo de jogo, dinâmica de grupo (debate sobre as regras), quadro de observadores e através da internet, possibilitou que os árbitros verifiquem suas escalas e notas.

Com sua experiência de 23 anos de arbitragem, Rabello passa uma mensagem aos jovens iniciantes. "A Arbitragem não é uma corrida de velocidade e sim de resistência". Para os que estão surgindo agora como revelação, Rabello também tem um conselho. "O sucesso é efêmero. O prestígio é eterno". Pensem nisto.



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Por Christian Ducharme.
Entrevista realizada em 2003. Última atualização: Abril/2008.

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